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Câmbio automático: como usar, fazer manutenção e como funcionam

Atualizado: 29 de Mai de 2019

Automático é o mesmo que automatizado? Precisa trocar o óleo? O câmbio automático ainda gera muitas dúvidas para os motoristas


Por André Almeida23/02/19 às 15h00


O conforto de se dirigir um automóvel com câmbio automático tem conquistado muitos motoristas. O mercado já percebeu essa tendência e tem lançado cada vez mais carros com esse tipo de transmissão. Um estudo divulgado pela Bright Consulting prevê que, em 2019, pela primeira vez na história, o mercado brasileiro venderá mais carros zero-quilômetro equipados com esse tipo de transmissão que modelos com caixas manuais.

Porém, na mesma proporção em que vem aumentando a aquisição dos automóveis com o câmbio automático, as dúvidas sobre a maneira de usá-lo no dia-a-dia e os cuidados com a manutenção também cresceram. Por isso, reunimos aqui os principais questionamentos, dicas e curiosidades sobre esse assunto.


Afinal, é preciso trocar o óleo do câmbio automático? No trânsito pesado ou quando eu paro no sinal, coloco a alavanca no N (Neutro) ou deixo no D (Drive)? Como devo proceder na hora que eu terminar de estacionar um carro automático? São tantas perguntas que resolvemos fazer um guia para lhe orientar como proceder para que você prolongue a vida útil da transmissão e não tenha prejuízos. Além de não ser enganado na hora de comprar um automóvel com câmbio automatizado, acreditando ser um automático convencional.

Automáticos

Já o câmbio automático não tem embreagem. É um componente chamado conversor de torque que faz a ligação entre a caixa de transmissão e o motor. As marchas são definidas por engrenagens epicicloidais, popularmente chamadas de planetárias (diferentes daquelas presentes nos sistemas manuais). É por isso e o câmbio automático também é chamado de epicíclico.


As trocas das marchas são realizadas automaticamente, por uma central eletrônica, de acordo com a rotação do motor e a velocidade do veículo. Porém, não são tão rápidas quanto a dos câmbios automatizados de dupla embreagem. Por outro lado, o funcionamento é extremamente suave.


Os sistemas mais modernos já dispõem de oito ou até 10 marchas. Mas praticamente todos os mecanismos atuais, independentemente do número de velocidades, permitem que o motorista assuma o controle e faça as trocas por contra própria, de modo sequencial, por meio de toques na alavanca ou de borboletas localizadas no volante (que têm o nome técnico de paddle-shifts). Os automatizados de dupla embreagem (chamados DSG ou DST) também oferecem a opção da troca de marchas em aletas sob o volante.


Câmbio automático do tipo CVT

E o CVT? O Continuosly Variable Transmission (Transmissão Continuamente Variável) é um tipo de câmbio automático, também acoplado ao motor por um conversor de torque. Todavia, seu princípio de funcionamento tem características muito específicas. Isso porque ele não conta com um número fixo de marchas: funciona como se tivesse uma infinidade delas.


É que em vez de trazer diversas engrenagens epicicloidais, que determinam as marchas, ele tem apenas duas polias de diâmetro variável, ligadas a uma polia ou a uma corrente. A relação entre elas vai mudando de modo contínuo e progressivo, sem marchas definidas, de acordo com a condução.


O resultado é que a rotação do motor se mantém mais constante em acelerações. Consequentemente, o câmbio automático do tipo CVT é o mais suave entre seus pares. Também permite maior economia de combustível, embora, nesse caso, exista uma série de fatores envolvidos (como o peso do veículo e as características do propulsor, entre outros).


O câmbio automático CVT também tem algumas limitações. Ele não suporta, por exemplo, volumes muito grandes de torque. Por isso, geralmente não são utilizados em modelos esportivos ou em veículos com grande capacidade de carga.


Outra questão é que, devido ao funcionamento contínuo, alguns motoristas acham monótono dirigir veículos com esse tipo de transmissão. Porém, alguns sistemas já trazem um recurso para driblar esse problema: marchas simuladas. Nesses casos, as polias se mantêm fixas em determinados pontos, formando as marchas. Isso permite até que o motorista as troque de modo sequencial, como nos similares do tipo epicíclico.




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